25 novembro, 2006

GT Filosofar e Ensinar a Filsofar


No XII Encontro Nacional de Filosofia da Anpof ocorreu a primeira reunião no GT Filosofar e Ensinar a Filosofar, cuja temática centra-se sobre o ensino de filosofia e filosofia na escola. Neste GT ocorreu a apresentação de vários trabalhos, dentre eles o da professora Elisete M. Tomazetti, que tratou de alguns resultados da pesquisa a qual coordena, Filosofia, Cultura Juvenil e Ensino Médio.
A criação deste GT representa a sensibilidade que a comunidade filosófica brasileira, representada pela Anpof, confere ao ensino de filosofia, hoje disciplina obrigatória no ensino médio brasileiro. É um espaço de socialização/apresentação de pesquisas e encaminha para o fortalecimento desta área de pesquisa, até hoje bastante tímida no Brasil.
Novos tempos sopram para o ensino de filosofia.

22 novembro, 2006

Nossa investigação sobre ensino de filosofia na UFSM

A pesquisa que estamos realizando sobre filosofia no ensino médio e cultura juvenil, desde 2004, neste momento nos encaminhou para a leitura do filósofo Deleuze. Nos reunimos nas segundas feira à tarde no Centro de Educação da UFSM para o estudo. Temos convicção da potencialidade que as idéias deste autor traz para nossa investigação e assim que avançarmos nas leituras estaremos socializando-as neste espaço.
Elisete M. Tomazetti

15 novembro, 2006

Encontro 2006 da ANPOF na Bahia


Em outubro passado se realizou em Salvador a 12ª edição da Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia (ANPOF). Como todos devem saber, existe o grupo de trabalho (GT) Filosofar e Ensinar a Filosofar, que foi criado em tempos mais recentes, e que vocês têm mais notícias no endereço http://www.filoeduc.org/gt/. Mas sobre o encontro, todos dizem que foi muito bom, um sucesso. Centenas de trabalhos e comunicações de vários profissionais e estudantes de todo Brasil. Alguma notícia rápida que extraí do endereço da ufrgs http://www6.ufrgs.br/idea/index.php?name=News&file=article&sid=736,
e vejam que a ANPOF está mais sulista do que nunca - olhem a formação executiva dela, inclusive com o Prof. Abel da nossa UFSM

“O XII Encontro Nacional de Filosofia realizou-se em Salvador, de 23 a 27 de outubro, com pleno sucesso, servindo claramente ao fortalecimento da comunidade filosófica nacional.Com alegria, informamos que, durante o Encontro, por unanimidade, a Assembléia da ANPOF elegeu a Diretoria para o próximo mandato, que se inicia em 02 de janeiro de 2007, até 01 de janeiro de 2009. A próxima Diretoria compõe-se dos seguintes colegas:

Presidente: Álvaro Luiz Montenegro Valls (UNISINOS);
Secretário Geral: Abel Lassalle Casanave (UFSM);”

Aí em cima o grande gt “Filosofar e Ensinar a Filosofar”; a professora Elisete é a segunda da esq. para dir., na fila do meio. Esse GT na ANPOF abre largas perspectivas para as grandes questões em torno do filosofar e o aperfeiçoamento (de professores e alunos) das concepções de mundo e de educação. É só desafio pela frente. Em abril já está marcado encontro nacional com todos os professores de filosofia e sociologia para definição de um grande programa de ensino nacional para as disciplinas. Fiquem ligados.

02 outubro, 2006

Cláudia Benetti

Pessoal, estou convidando a todos para um seminário com a profa. Cláudia Ciziane Benetti, ex aluna do curso de FIlosofia da UFSM, que desenvolveu uma tese de doutorado sobre ensino de filosofia a partir do referencial Deleuze e LAcan. Seu trabalho estará sendo lançado em livro ainda este ano.
O estudo da profa. Cláudia é muito interessante.
A sala ainda não está definida, mas será divulgada no Centro de Educação.
Data 6 de outubro
Horário 8:30 h.
Um abraço, Elisete

Estou apenas repassando o e-mail da professora Elisete. Andrei

25 julho, 2006

Despesa versus Investimento no Orçamento Público

Legítima a preocupação do Andrei, no "Filosofia e Sociologia no Ensino médio", quando fala que a contratação de professores de filosofia e sociologia irá aumentar a folha de pagamento dos estados. Contudo, quando temos investimento onerando os cofres públicos, o meu, o teu rico dinheirinho que vai aos borbotões em impostos, está muito bem empregado. É investimento. Se a escola pública brasileira se qualifica, a sociedade agradece por esse importante retorno. Outra coisa é a despesa. Esta deve ser reduzida. Combatida, como se propõe o pacto que percorre o Rio Grande. Que os investimentos sirvam para forçar os governantes a estancar a sangria do orçamento público, que se dá pelo mau planejamento, os desmandos e o desperdício desenfreado. Nós não temos idéia do que representa o desperdício no setor público. Se tivéssemos a idéia, matematicamente falando, talvez o nosso posicionamento como cidadãos frente ao Estado fosse muito mais enérgico e eficaz.

Banco de teses e dissertações da Unicamp

Acrescentei o link do banco de teses e dissertações da Educação da Unicamp.

Filosofia e Sociologia no ensino médio

Finalmente o Conselho Nacional de Educação, órgão soberano em termos de decisão educacional no Brasil, homologou e prescreveu a Filosofia e a Sociologia como disciplinas obrigatórias no ensino médio para todo o território brasileiro. Nunca tais disciplinas foram obrigatórias em toda história da educação brasileira, nem mesmo antes de 1964 onde eram apenas disciplinas complementares do currículo. Consideramos isso uma vitória por parte da Executiva Nacional dos Estudantes de Filosofia (Enef), da Executiva Nacional dos Estudantes de Ciências Sociais (Enecs), das universidades federais e estaduais e de grande parte da sociedade brasileira que se mostrou enfática quanto a essa obrigação.
As escolas terão um ano para se preparar para essa obrigatoriedade. Contudo, sabemos que devemos pensar nos estados, nos municípios, pois são eles em grande maioria que pagam os professores. Temos então uma bomba que foi passada do Governo Federal para os estados e municípios. Os estados congestionados em contas e déficit públicos terão condições de arcar financeiramente com mais uma conta?
Para responder a essa pergunta, recorremos aos 17 estados que já adotaram Sociologia e Filosofia no currículo do ensino médio. O caso do nosso estado, se encontra com a minoria que ainda não tem essas disciplinas no currículo. Aliás, os estados já teriam que estar preparados para essa mudança, pois desde 1985 se fala no retorno de Filosofia e Sociologia aos currículos básicos. Em 2001 foi tentado de uma forma mais exigente em termos de normas e leis para essa efetivação, mas o projeto foi vetado pelo FHC, que alegava que o Brasil não dispunha de estrutura pessoal para essa proposta. Agora voltando de uma forma mais concisa e por uma certa pressão da sociedade, a avaliação e apreciação do projeto por parte do CNE foi unânime em decidir pela obrigatoriedade.
Era esperado que essa decisão fosse tomada pelo CNE, devido a muitas universidades estarem adequando Filosofia e Sociologia nos seus vestibulares, vejam os casos das universidades: UFPR, UFSM, UNB, UFMG, UEL e outras menores que estão em processo de implantação. Em todas elas é exemplificado o caso da Filosofia, que já está efetivada nos vestibulares dessas universidades. O caso da Sociologia é um pouco mais lento, pois ainda poucas universidades estão incluindo ela no conteúdo dos vestibulares, haja visto o exemplo da UFSM que somente contempla a Filosofia.
Quais as conseqüências dessa obrigatoriedade? Em primeiro lugar, aos entusiastas que imaginam que ela mudará radicalmente o pensamento dos jovens, afirmo que isso não será possível, devido ao tipo de estrutura da educação pública brasileira que ainda não tem um projeto consistente e sério de educação para o ensino médio. Em segundo lugar, a Filosofia e a Sociologia apenas fornecem critérios para uma certa emancipação da consciência de cidadania dos jovens. São instrumentos tão bons quanto a Literatura, a Biologia, a Matemática, o Português e as outras disciplinas obrigatórias. Elas não serviram para livrar nosso país da ditadura e não servirão para mudar radicalmente o país. Por enquanto, elas servirão para complementar a pobre grade curricular do ensino básico no Brasil.
Andrei Vieira Cerentine
Estudante de Filosofia da UFSM
Esse artigo foi publicado no Jornal do Povo de Cachoeira do Sul do dia 21 de julho de 2006.

Espero críticas.

Professor Agnaldo M. Severino

Adicionamos um link novo. O blog do professor Agnaldo (curso de física - UFSM) remete a conteúdos de ciência que podem auxiliar no nosso trabalho. Também tem links interessantes dentro do blog.

08 julho, 2006

Está aí o que "todo mundo queria"!

http://portal.mec.gov.br/index.php?option=content&task=view&id=5332&FlagNoticias=1&Itemid=5476



Filosofia e sociologia são disciplinas obrigatórias no ensino médio


O Conselho Nacional de Educação (CNE) decidiu nesta sexta-feira, 7, por unanimidade, que as escolas de ensino médio devem oferecer as disciplinas de filosofia e sociologia. A medida torna obrigatória a inclusão das duas matérias no currículo do ensino médio em todo o país, ampliando o que já era praticado em 17 estados.
Segundo o relator da proposta, conselheiro César Callegari, a decisão vai estimular os estudantes a desenvolverem seu espírito crítico. “Isso significa uma aposta para que os alunos possam ter discernimento quando tomam decisões e que sejam tolerantes porque compreendem a origem das diversidades”, declarou.
Na avaliação do titular da Secretaria de Educação Básica (SEB/MEC), Francisco das Chagas, a medida vai ampliar o número de vagas para profissionais de filosofia e sociologia. “A falta de professores em algumas situações também vai se adequar porque, com o ensino obrigatório das duas disciplinas, os cursos de graduação formarão mais profissionais para atuarem no setor”, disse.
A proposta de mudança foi feita pelo Ministério da Educação em 2005, mas como é do CNE a prerrogativa de definir as diretrizes curriculares nacionais, a deliberação foi feita pelos conselheiros. Agora, o parecer será homologado pelo ministro da Educação, Fernando Haddad. Segundo o documento aprovado, os estados terão um ano para incluir a filosofia e a sociologia na grade curricular do ensino médio.
Mudança – Para o professor de filosofia Aldo Santos, de São Paulo, a decisão vai promover uma mudança na estratégia educacional que desenvolve o pensamento, a reflexão e a ação dos estudantes. “Agora, o jovem vai entender o seu papel na história e saber que ele pode ser um agente transformador na sociedade”, analisou.
A inclusão das disciplinas de sociologia e filosofia no currículo do ensino médio foi comemorada por cerca de 150 professores e estudantes, que compareceram ao auditório do CNE. Houve até champanhe após a aprovação do parecer pelos conselheiros.
Repórter: Flavia Nery

06 julho, 2006